As Máscaras

 

A etimologia da palavra personalidade provém da palavra latina persona, e significa “máscara de teatro”.

A máscara surge já nos primórdios da encenação teatral, na civilização grega.
Cada máscara identificava a personagem bem como o enredo da encenação, de natureza trágica, ou pelo contrário de comédia apresentada à assistência (Huber, 1995).

Cada cenário tinha como propósito desencadear nos espectadores determinadas emoções nomeadamente a alegria, a tristeza, a raiva entre outras mais. Metafóricamente, o indivíduo rege-se pela arte de simular ou dissimular, optando por máscaras.

O uso de uma máscara é o desempenho de um papel, o endossar de um comportamento de uma personagem emprestada, onde por detrás, se esconde a autenticidade, a verdadeira personalidade do próprio. Essa mesma arte de simular serve para a pessoa se autoproteger dos outros (Huber, 1995).

Segundo Huber (1995) as máscaras apresentam características que reencontramos na noção de personalidade. Persona remete para o que a pessoa parece ser aos olhos dos outros, mas que não o é; o papel que o indivíduo desempenha na vida; um conjunto de qualidades pessoais.

A resposta psicoterapêutica adotada ajusta-se à especificidade dos pacientes quer sejam crianças, adolescentes ou adultos que se confrontam com dificuldades quer na esfera comportamental, emocional ou relacional.

A natureza do acompanhamento “As Máscaras” tem como ponto de partido a seguinte frase: “Para procurar a verdade, o melhor método consiste em começar por submeter à crítica as nossas crenças mais vincadas. Este projeto pode parecer árduo para alguns, mas não para esses que querem descobrir a verdade e não se amedrontam com isso” – Karl Popper.

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